Existe amor sem a dor?


Eu sempre assisti, sempre li sobre o amor. Mas não apenas amor, e sim a dor do amor.


Nos filmes, nos livros, nas músicas o amor quase sempre vem acompanhado de sofrimento. Desencontros, despedidas, traições, saudade. A gente aprende que amor de verdade é aquele que dói. Que se não sofrer, não é intenso o bastante.


Mas por quê?

Por que o amor tem que doer? Por que não pode ser apenas leve?

A verdade é que existe um motivo por trás disso tudo:

a nossa cultura romantiza a dor no amor.


Desde cedo, aprendemos que relacionamentos precisam enfrentar provações, resistir ao impossível, sobreviver ao caos. Como se a felicidade viesse depois da dor e não durante.


Mas o amor saudável não precisa ser uma batalha constante.

Ele pode e deveria ser leve. Tranquilo. Seguro. Pode dar frio na barriga, claro, mas não ansiedade. Pode ter brigas, mas nunca medo. Pode ter dúvidas, mas nunca desrespeito.


Sendo uma completa romântica e estando em um relacionamento, por muito tempo me questionei por que o amor que eu sentia pelo meu namorado não doía. Por que tudo era tão leve?

Até que eu entendi:

O amor não tem que doer.

Essa dor não torna o amor mais verdadeiro nem mais emocionante. Ela só nos afasta daquilo que o amor deveria ser: conforto. Refúgio. Paz.


Tem uma frase da Rupi Kaur que diz:

“Se o amor dói, então não é amor. Talvez seja apego. Talvez seja dependência. Talvez seja saudade. Mas o amor, o verdadeiro, é cura, é casa.”


E é isso. A gente precisa parar de romantizar essa dor. Porque ela não é amor.

Tem tanta coisa boa em amar e em ser amada!

Então, pra quê focar na dor? Vamos amar com vontade, com entrega, com leveza.

Sem amarras, sem medo, sem drama.

Só amor. Do jeitinho que deveria ser.

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