O futuro do cinema não é digital.

 


Atualmente, as redes sociais estão em colapso por conta de uma nova “atriz” de inteligência artificial, Tilly Norwood. Mas será que realmente precisamos de um robô substituindo pessoas reais?


Na minha percepção, definitivamente não precisamos. Quando vamos assistir a um filme, uma série ou produções televisivas, queremos ver emoções reais, pessoas que expressem suas tristezas e felicidades. A partir do momento em que colocam uma “atriz” que não existe, que não teve uma construção real, o que vamos sentir ao assistir algo?


Tilly Norwood, por exemplo, é o resultado de algoritmos e comandos criados por uma empresa de tecnologia. Ela tem um rosto “perfeito”, um sorriso incrível e uma voz gerada digitalmente. Nas redes, muita gente chegou a acreditar que ela era uma pessoa de verdade. E é justamente isso que me assusta, ver o público se encantando por algo que nunca existiu.


Não dá pra romantizar um rosto criado por computador e fingir que isso é evolução. Não é. É só mais uma tentativa de deixar o humano de lado em nome da perfeição. Mas o que faz o cinema ser especial nunca foi a perfeição e sim a emoção.


Não queremos apenas ver uma boa fotografia ou efeitos especiais. Queremos sentir o que o personagem sente, nos ver em alguma parte da história. E isso só acontece porque existe um ser humano do outro lado da tela, vivendo e transmitindo algo que conhece de verdade.


Apesar de a inteligência artificial ser uma aliada em certos momentos, definitivamente não precisamos dela diante das telonas, não apenas pela falta de humanidade na atuação, mas também pela falta de oportunidades que poderiam estar sendo dadas a atores iniciantes que dedicam sua vida a uma profissão tão bonita.


Um ator de verdade carrega histórias, emoções e experiências que transbordam na tela. Uma máquina pode até reproduzir gestos, mas nunca vai compreender o que é sentir de verdade.


A tecnologia pode ser uma aliada, mas jamais substituir o que é humano. Porque o futuro do cinema não está nos códigos, e sim nas pessoas que vivem para contar histórias.

Comentários

  1. Ótima análise!!! Concordo totalmente, a Ia não é um problema em si, mas quando a mesma passa a ocupar o meio artístico no lugar de pessoas, tende a virar um problema mto sério na sociedade.

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